De volta ao Paraíso

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Prova maior de criatividade e competencia é escrever duas versões de um mesmo tema. É o que acontece com Benedito Ruy Barbosa que irá nos presentear com a nova versão da novela Paraíso. Em 1986 já se destacou pelo sucesso que a trama alcançou uma vez que as campeãs de audiência eram as novelas de Janete Clair. A novela foi exibida no vale a pena ver de novo em 1986 atingindo novamente sucesso de audiência. Agora, numa versão inserida no contexto atual, volta falando do amor entre Santinha (Nathalia Dill) e Zé Eleutério (Eriberto Leão)que começa sem tanto misticismo como da primeira vez, mas de forma real e natural, porém não menos intenso, entre troca de olhares, inicio igualmente vivido por muitos de nós.

 

Embora já tenha passado mais de vinte anos desde a primeira exibição, o “temor” ao desconhecido e ao “coisa ruim” não apresentou muitas mudanças. A forma como será contada até se atualizou, porém o medo e as justificativas permanecem as mesmas. Na primeira exibição, o diabo que habitava a garrafa que Eleutério possuía, lhe conferia poderes aos olhos do povo. Esta crença foi parcialmente dissolvida na versão atual onde o filho ainda carrega o slogan de ser “filho do diabo”, mas age por conta própria (por trazer o gene do coisa ruim), desafiando a vida e a morte em cima do seu cavalo.

 

O uso do vocabulário regional, cuidadosamente pesquisado pela equipe de produção, bem como os “apetrechos” utilizados pelas comitivas valorizarão e muito a região do Mato Grosso bem como a rotina dos que das comitivas participam, presenteando os tele-espectadores com as belíssimas paisagens da Chapada dos Guimarães, Poconé, Cuiabá, o qual alguns lugares são de acesso muito difícil e por isso pouco conhecidos por nós.

O dia a dia dos peões tocando a boiada foi experimentado na ativa, sob um sol de 45º graus onde enfrentaram até estouro de boiada contribuindo para a veracidade da representação. É uma vida dura em que poucos permanecem.

 

Será mostrado os efeitos da chegada do progresso à pequena cidadezinha de Paraíso.

Este cenário torna-se perfeito para a abordagem de temas atualíssimos como o desmatamento, a questão agrária, aquecimento global e enfoques políticos.. Esta realidade já existia na primeira versão da novela, porém não na proporção da realidade que enfrentamos agora. Será uma ótima oportunidade para comparações e para conscientizações.

 

Como toda novela que passa no “mato”(rural), não poderia faltar um cantador, antes representado por Sergio Reis e agora por Daniel que cantará e encantará a todos nós com sua moda de viola e seu sotaque característico do povo do interior.

 

Num tema que aborda uma personagem “santinha” e um “filho do diabo” não poderia faltar o padre que será Bento (Carlos Vereza) e que justificará como caso de sobrevivencia, o ganho nas partidas de sinuca consequencia da recessão e consequente diminuição do dízimo.

 

Se você quer acompanhar os preparativos até o início da novela no dia 09 de março pode visitar o Diário de Produção de Paraíso e ficar por dentro das novidades.

 

Se quiser assistir à abertura de Paraíso na sua versão inicial visite o A Vida como a Vida Quer que minha amiga Sam disponibilizou.

Comentários (1) 03/02/2009