Se pensaram que esta mãe real está ligada a ser a rainha do lar, enganaram-se. Vou falar daquela mãe do dia-a-dia, que acerta, que erra, que nem sempre está com vontade de cozinhar, de arrumar a casa, que fica de mau humor, que se sente cansada e que também quer ser mimada e compreendida.
Não podemos esquecer que a mãe de hoje é a filha de ontem.
Vejam como é que funcionam as coisas.
Como filha, a mulher pode ser contestadora, polêmica, ter vontade própria, receber elogio quando acerta e incentivo quando erra. Se não convive bem com o irmão ou irmã não é massacrada por isso. Pode sentir ciúmes, pode se negar a fazer o que não gosta, se tranca no quarto quando está triste e fica horas no telefone falando com a colega da sua classe na escola.
Porém…
Quando vira mãe a coisa muda da água para o vinho.
Tem que estar sempre de bom humor, não pode mais polemizar, deixa de ter vontade própria, algumas vezes abandona a profissão que lutou tanto para conseguir, tem que dar conta da organização e afazeres da casa, cuidar do marido, dos filhos, acordar de madrugada durante anos sem reclamar, deixar de comprar coisas para si mesma para comprar tudo para os filhos, tem que ser motorista dos filhos passando o dia inteiro levando e buscando-os em diferentes atividades, e quando no final do dia desmaia de tanto cansaço o marido reclama dizendo que a mulher nem liga para ele.
Porém…
Se a mulher ao se tornar mãe mantém sua profissão, há quem diga que largou o filho, pois a profissão é mais importante que tudo;
Se resolve tirar uma parte do dia para fazer algo para si mesma como frequentar uma academia ou algo semelhante, há quem diga que é fútil;
Se opta por colocar o filho de meses na creche para voltar a trabalhar há quem diga que “se era para deixar o filho largado não deveria tê-lo tido”;
Se o filho é malcriado há quem diga que é porque a mãe não o educou:
Se o filho vai mal na escola há quem diga que é porque a mãe não o incentivou.
Enfim…
Como filha a mulher pode tudo e quando vira mãe tem que carregar este fardo imposto à ela sem nem lhe perguntar se está gostando. Usam slogans que não dão chance da mulher nem reclamar, como:
Ser mãe é padecer no paraíso ou Mãe, a rainha do lar.
Está na hora de esta situação mudar. A mulher, seja ela mãe ou filha, tem direito a viver normalmente como qualquer pessoa sem ter que carregar este rótulo por toda a vida.
Ser mãe é uma experiencia única.
Ser filho também.
Tanto um quanto o outro pode e deve caminhar lado a lado, compartilhando o seu melhor.
Então, fica aqui o meu desejo de um Feliz Dia das Mães para todas as mães, sejam elas de que jeito forem.














O texto eh maravilhoso, e muito real!!! Ser mae nao deve ser mto fácil… te admiro mto mãe!
Bjinhuss no coração
Bele, amei o seu texto. FELIZ DIA das MÃES! Você é uma Mãe muito especial .
Beijinhos
Lú
Cy, o nascimento dos meus filhos, foi pra mim o momento mais especial, mais emocionante da minha vida. Mas não dá prá me sentir uma rainha não.
Adorei seu texto. Exprime tudo aquilo que penso.
Beijos e um dia das mães muito feliz prá vc.
Regina Helena
Li o teu texto, e gostei. Queria, inclusive, seguir o teu blog.
Estava a pensar levar o teu texto para um dos meus grupos, no hi5 (NÃO SEREI BARRIGA DE ALUGUER DO MEU PRÓPRIO FILHO), um grupo que defende que, em caso de separação, os filhos deverão ficar -salvo excepções- à guarda da mãe, e que a guarda conjunta nunca deve ser imposta, mas de comum acordo (embora considere que não se deve separar crianças pequenas da mãe…)
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Olá Sara, tudo bem?
Obrigada pelo carinho e sinta-se a vontade para compartilhar o texto, principalmente por minha opinião estar de acordo com o seu ponto de vista.
Depois me mande o link para que eu possa acompanhar os comentário.
beijinhos e volte sempre!