Em nome da lei

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Mais uma vez estou eu aqui indignada com o comportamento humano. Entra século e sai século e alguns seres humanos continuam a agir como se estivessem na idade da pedra onde a força bruta era usada como linguagem. Hoje, isto ainda acontece, porém como forma de abuso seja ele de autoridade, de poder, de cargo ou qualquer outro “rótulo”.

Estou falando do episódio repugnante o qual fomos testemunhas durante a exibição do Jornal Hoje de quarta e de quinta-feiras.

Não há como permanecer na inércia diante de fatos tão chocantes.

Não vou nem entrar no mérito da discriminação pelo fato de serem ciganos, mas vou sim enfatizar o abuso de poder, a falta de respeito humano e maldade feitas com esta família em nome do bem estar desta criança.

O que sabemos foi que alguém denunciou anonimamente, ou seja, não teve a coragem de se identificar, que a mãe usava a criança para pedir esmolas. Se a mãe realmente estava agindo dessa forma não sabemos porque não foi mostrado. O que sabemos foi que a guarda municipal atendendo a essa denúncia anônima, (a palavra de um anônimo teve mais peso do que a palavra da mãe) invadiu a casa da cigana, rendendo-a e levando a sua filha de forma brutal.

As imagens falam mais que qualquer comentário

A Psicóloga Carin do Abrigo e a Pedagoga Sonia deram seus depoimentos com focos humanos e civilizados o qual poderiam provocar menos traumas tanto na mãe quanto na criança, que eu concordo plenamente.

Ver a mãe ser rendida da forma como foi, tratada como se fosse uma pessoa periculosa não dá para não se chocar. Assim como eu, mais de duas mil pessoas entraram no site do Jornal Hoje para deixar registrada sua indignação diante de tanta selvageria. Não há um único comentário aceitando esta atitude.

No Jornal Hoje de ontem(quinta-feira) deram continuidade aos relatos ainda no Jornal Hoje:

E como foi muito bem pontuado no Jornal Nacional, que também noticiou o caso, a inspetora, tão empenhada em cumprir a lei, e se achando superior à própria lei, não deu ouvidos ao colega que lhe alertou sobre viajar com a criança no banco de trás. A inspetora (exímia cumpridora da lei) desrespeitou o Código Brasileiro de Trânsito que proíbe criança desta idade viajar no banco da frente mesmo com acompanhante. A criança deve viajar no banco de trás numa cadeirinha especial. Quem não cumpre a lei pode ser enquadrado numa infração gravíssima. Ela também não fez uso do cinto de segurança que é outra infração grave.

Então, mais uma vez podemos concluir que quem está muito preocupado com o outro esquece de se preocupar consigo mesmo.

3 Comments

  1. grecey kelly rosa Says:

    “olá meu nome é grecey tenho 21 anos, isso é um absurdo pois não cabe ao policia agredir e sim protejer nesse caso, sera q a lei não entende que a mais de milhares de anos os “ciganos’ vivem assim, e nem por isso deixan de ter familia e filhos, eles tem uma vida diferente da nossa, mais não quer dizer que alguem pode tirar essa criança da mãe e do pai, sera q eles não notarão o desespero tanto da mãe quando da criança, se a mãe mautratasse essa criança, a reação da criança não seria essa, então porque a justiça não vai tirar as crianças que são abusadas pelos pais, em vez de ficar trazendo sofrimento a essa familia.”

  2. Egoísmo e falta de civilidade de quem deixa os filhos na escola: por que parar na faixa? #transitosp | A Vida Como A Vida Quer Says:

    [...] até a Disney ja abordou o tema: http://bit.ly/cPRulV“. E lembrei que na semana passada a @cybelemeyer fez post sobre Educação no trânsito lá no Mãe com filhos. [/update] Sam Shiraishi [...]

  3. Educação no trânsito | Mãe com Filhos Says:

    [...] ocorrido com a mãe cigana que teve sua filha arrancada dos seus braços por policiais que agiam em nome da lei e que ao dar cumprimento à esta lei acabaram infringindo as leis do código de trânsito quando [...]



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