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Cybele Meyer :: Falando Sobre... Archives: 2008 December

Drummond também na Web

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É impressionante como Drummond se encaixa em qualquer novidade que se queira criar. Não importa se é um comercial de supermercado, se uma mensagem de Natal, ou se no meio do caminho tinha uma pedra, o importante é que ele está presente sempre.

Agora a maior novidade é a adaptação de “Quadrilha” num vídeo do YouTube feito com avatares. Este vídeo foi feito em outubro de 2008 e já beira as 500.000 exibições com 730 comentários.

Vale dizer que quem fez teve muita criatividade em utilizar os recursos da web, porém só por se inspirar em Drummond não há como não ser criativo.

Para quem não lembra ou não conhece “Quadrilha” aqui vai:

“João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.”

Agora assista a versão geek social:

Comentários (4) 12/29/2008

Maysa – Quando fala o coração

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A nova minissérie terá como tema a polêmica cantora dos anos 60 e 70: Maysa.

Ela rompeu todas as regras sociais e familiares e pagou um preço caro por isso. Deixou impresso nas páginas da vida ter sido uma das maiores divas da música brasileira de todos os tempos.

Sua história de vida foi escrita por Manoel Carlos e está sendo dirigida, pelo filho de Maysa, o diretor Jayme Monjardim.

Sua intérprete foi escolhida entre 200 candidatas e seu nome é Larissa Maciel que tratou de mudar-se imediatamente para o Rio de Janeiro onde passou a fazer aulas diárias de fonoaudiologia e expressão corporal.

* Fotos retiradas do site Globo.com

Comentários (9) 12/27/2008

Entre o Natal e o Ano Novo

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Esta semana entre o Natal e o Ano Novo acontece como se fosse um período sabático mundial. As pessoas agem como se estivessem em stand by, apenas no aguardo. Este ano isto se dá com mais veemência, pois caiu bem no meio da semana impossibilitando qualquer atividade. As pessoas não iniciam nenhuma atividade porque estão à espera do novo ano que se iniciará logo mais e contam com a sorte das novas energias que 2009 trará, com certeza! Já foram feitas previsões, numerologias, estudos cósmicos e ninguém vai arriscar iniciar algo num ano que está dando seus últimos suspiros.

Acho que tudo isso age como um incentivo a continuar a seguir em frente. A motivação tem que estar presente para que se possa enfrentar todo o tipo de adversidade. Se não fosse estes rituais todo mundo agiria sempre da mesma forma, sem qualquer inovação e renovação de energias.

Até a semana passada estávamos correndo atrás de presentes, lembrancinhas, frutas e comidas típicas para receber os familiares e amigos e compartilhar todas as alegrias, diferenças, choques de opiniões e tudo o mais que sempre acontece quando há muita gente reunida.

Para as comemorações do Ano Novo tudo acontece de maneira parecida, porém sem o frenesi das compras os presentes. O foco maior são para os novos planos, novos projetos, enfim espera-se que tudo seja melhor do que o ano que passou.
Por isto as pessoas desejam uns aos outros muita saúde, sucesso, grandes realizações e tantas outras mensagens otimistas que irão ajudar a iniciar mais um ano de muito empenho na expectativa de grandes resultados.

Para não fugir à regra, deixo aqui a minha mensagem para que 2009 seja o início de realizações constantes e sucesso duradouro.
Faço minhas as palavras ditas pelo maior realizador de sonhos de todos os tempos.

Comentários (8) 12/26/2008

Natal é sinônimo de consumo?

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A cada novo ano, a cada novo Natal somos induzidos a comprar, comprar e comprar através das intensas propagandas televisivas. Este mesmo procedimento ocorre no Dia das Mães, dos Pais, da Criança. Não estou aqui criticando o ato de presentear. Também gosto de dar e receber presentes, porém temos que agir com responsabilidade. Estamos vivendo um momento de preocupação com o nosso planeta terra e não podemos fingir que está tudo bem e que não há com o que se preocupar. Temos que ser conscientes da nossa realidade e da nossa responsabilidade e não nos deixar levar pela mídia, como marionetes, a consumir mesmo sem necessidade.

Temos que desvincular o amar do presentear. Quando gostamos muito damos presentes caros, se gostamos pouco, damos lembrancinha.
O protótipo de felicidade empurrado goela abaixo pelas propagandas, manipula os telespectadores de forma tal que se algo não sai do jeito que foi mostrado, gera uma insatisfação tamanha abalando as comemorações natalinas.

Goste muito e gaste pouco!
Faça juras e não pague juros.

Se formos medir o amor que nos é dado pelo preço do presente comprado, estaremos matando o amor.
O amor existe para ser sentido, ser compartilhado, de graça, espontaneamente. Quando sentimos amor por alguém ficamos alegres com sua felicidade e tristes com sua tristeza.
Ser uma família feliz não é ter um super saldo de presentes, que passarão o ano “estacionados” nas gavetas do armário, sem sequer serem usados.

Pense, invente, faça diferente. Dê presentes feitos por você. Já pensou o tanto de carinho que terá neles?
Faça deste Natal um Natal Sustentável.

Comentários (6) 12/20/2008

Amigo Secreto – Eu peguei quem eu temia

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É sabido que nesta época de final de ano a maioria das empresas e instituições promove o já tradicional sorteio do Amigo Secreto, ou Amigo Oculto ou Amigo Invisível. As regras são as mesmas independente dos nomes dados à brincadeira.

Vale dizer que conviver com inúmeras pessoas no ambiente de trabalho é uma arte nem sempre bem desempenhada por todos. Há sempre aquele episódio de bate-boca entre funcionários que já se “estranhavam”, ou uma fofoca surgida numa ida ao bebedouro, ou mesmo um comentário indiscreto durante o cafezinho. A verdade é que não existe local de trabalho onde nunca tenha havido algum desentendimento.

Então chega o final de ano e no momento do sorteio do Amigo Secreto começa a torcida por não pegar aquele nome tão temido.

Ao abrir o papelzinho qual não é a surpresa!É justamente este nome que agora está nas mãos do funcionário desolado. A expressão do rosto não o deixa disfarçar o desapontamento. Sente vontade de sair da brincadeira, mas sabe que não poderá fazer isso. O dia para ele está acabado. A todo o momento lembra-se da sua má sorte.

Porém, aqui vai um conselho de quem já acompanhou de perto uma experiência parecida. Minha grande amiga, que trabalhávamos juntas, passou por este martírio e sua atitude deve ser compartilhada como exemplo e é isto que farei agora.

No dia seguinte ela chega ao trabalho muito animada e diz que encontrou uma solução para aquilo que, no dia anterior, representada um problemão.

Passou a enviar bilhetinhos com mensagens reflexivas. Durante todo o dia várias mensagens eram depositadas na caixinha de recados. Isto aconteceu durante os 15 dias que durou a brincadeira.

O pior de tudo é que a minha amiga não recebeu um único bilhetinho sequer. Todo mundo recebia menos ela.

Pairava no ar a pergunta: - Será que uma pegou a outra?

Dito e feito!

No dia da revelação todos já conheciam seus “amigos secretos” menos as duas.

Minha amiga então se levantou e disse não ser necessário dar dicas de quem ela havia sorteado porque só restaram as duas, e que ela aproveitou esta oportunidade que a vida lhe concedeu para se tornar uma pessoa melhor entendendo, respeitando e aprendendo a conviver com as diferenças. Finalizou chamando pelo nome sua amiga oculta. Ela veio receber o belo presente e não teve palavras para expressar sua vergonha diante do comportamento totalmente oposto ao que havia recebido.

A vida sempre nos proporciona momentos de aprendizagem, cabe a cada um de nós aproveita-los ou não.

Comentários (3) 12/16/2008

Natal e os Correios

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Ontem fui ao Correio despachar um presentinho para meu amigo secreto que mora muito longe da minha cidade.
Já fui preparada psicologicamente para enfrentar uma fila imensa. Preferi ir no horário de almoço imaginando encontrar trabalhadores apressados em razão do pouco tempo. Seria tudo muito rápido.
Fui a 15ª de uma fila que esperava ser maior. Fiquei feliz! Logo cumpriria minha missão.

Assim que chegou um rapaz atrás de mim, pedi que guardasse meu lugar e fui perguntar no balcão de atendimento se para pegar a caixinha para acomodar o presente precisava ficar na fila. Ela me respondeu que sim. Então voltei e fiquei aguardando.

Comecei então a analisar o cenário. Havia 4 guichês de atendimento, porém somente dois funcionavam. O local onde se despacha grandes pacotes estava fechado. As pessoas ficavam segurando incomodamente seus pacotes, enormes, que precisavam ser apoiados no chão.

No primeiro guichê estava sendo atendida uma mulher aparentando seus 30 anos, muito atrapalhada, deixando cair a bolsa no chão, a caneta… No segundo guichê estava um senhor despachando um pacote enorme. Antes mesmo de ele acabar de ser atendido chegou outro rapaz, com vários pacotes e se posicionou ao lado do guichê 2. Tão logo o primeiro saiu entrou este que nem na fila estava. A mocinha do atendimento justificou que ele já havia estado ali e por isto teria preferência. Ficamos todos calados.

Ela atendeu este e mais outro que chegou com a mesma alegação. Enquanto isto a mulher atrapalhada continuava lá e todos nós da fila, ali, parados no mesmo lugar.

Enquanto o segundo guichê atendia todos os “fura fila” que já haviam estado nela, veio um rapaz lá de dentro do Correio e pediu para que a atendente assim que acabasse de atender o rapaz, fosse lá dentro.

Confesso que não gostei nada de ter ouvido isso. Ela era, naquele momento, nossa esperança de atendimento. Fazia dez minutos que eu havia chegado e continuava a ser a 15ª da fila. A primeira da fila “bufava”, se abanava, fazia caras e bocas, mas de nada adiantava.

Chegou então o momento da mulher atrapalhada do guichê 1 pagar pelo serviço. Ela então tira o talão de cheques da bolsa e diz que ser a primeira vez que iria preencher um e pediu para que a atendente lhe ajudasse. Ela muito solícita, começou a explicar para que servia cada item constante na folha. A aluna atrapalhada, muito interessada, fazia muitas perguntas sobre por que ter o número da agência, se ela precisaria decorar o número da conta, se cada talão terá um número específico, e outras perguntas muito pertinentes, principalmente num guichê de correio. Após tantas perguntas inicia o preenchimento do cheque. Escreve a quantia e pergunta se está certo. Pede para a atendente lhe ditar o extenso, e assim vai até chegar na assinatura e ela dizer que estava muito nervosa com medo de errar.

Neste momento fiquei imaginando se isso estava realmente acontecendo e se caso fosse verdade, se eu havia entrado no túnel do tempo e ido para no século XIX.

Eis então que volta a segunda atendente. A primeira da fila inicia sua caminhada quando é alertada que ao seu lado havia uma senhora, de cabelos brancos, e que teria preferência. Nem eu havia visto esta senhora, afinal todos estávamos com a atenção voltada para a hilária moça do cheque.

A senhora, agora no guichê 2, deposita a chave do carro em cima da bancada e pede para ver os cartões de Natal. A atendente pega um maço e coloca no balcão. A senhora começa a espalhá-los a fim de facilitar a escolha. Ela olha demoradamente cada um e pede a opinião da atendente sobre qual é o mais aconselhável para enviar ao genro, a uma tia velhinha e outros familiares.

Neste momento sinto que minha paciência começou a dar sinais de esgotamento. Olhei no relógio e constatei que estava há 28 minutos na fila sem dar seque um único passo para a frente.

Eis que a moça atrapalhada começa a guardar na bolsa tudo que havia tirado e espalhado em cima do balcão. A primeira da fila ensaia, mais uma vez, seus passos e finalmente segue rumo ao guichê. Entre encostar, ser atendida e ir embora não levou mais do que 30 segundos. Agora eu já era a 14ª e a fila começa a andar.
Depois de 50 minutos de fila chego finalmente no balcão e peço a caixinha nº 2 para poder acomodar o presente. Ela me informa que estão sem caixas pequenas e que a única caixa que tem é a de número 6. Neste momento sinto meu sangue ferver e digo tentando controlar a voz para não parecer grosseira:
- Por quê você não me falou isso quando vim lhe perguntar sobre as caixinhas?
Ela então me respondeu: - Mas a senhora me perguntou se era aqui que pegava as caixinhas, não me perguntou se tinha todos os tamanhos.
Eu, tentando não perder a compostura lhe respondo: - Mas vou imaginar que numa época de Natal, ocasião em que as caixas são mais procuradas, não vou encontrá-las? Se vocês obrigam o uso das caixas de vocês, não podem ficar sem tê-las.
- Sinto muito! Me respondeu ela.
- E agora, o que faço. Posso colocar num saquinho de Sedex? Perguntei tentando resolver o impasse.
- Infelizmente este objeto tem que se acomodados em caixas. Não posso enviá-los no saquinho. Infelizmente a senhora terá que procurar em outra agência do correio.

Então me lembrei de um acessório que tenho sempre na bolsa para estas ocasiões: tirei meu nariz de palhaço (aquela bola vermelha) coloquei e pedi para que ela repetisse que após 50 minutos na fila eu teria que me dirigir a outra agência do correio porque eles não tinham me informado… E desfiei o rosário como se diz popularmente.

A fila já se estendia na calçada. A senhora com atendimento preferencial ainda estava escolhendo os cartões.
Lembro novamente que ela veio dirigindo, logo está apta a dirigir, porém não pode esperar sua vez na fila.
Sabe o que falta: Bom senso! Respeito humano. Solidariedade.

Chego em casa e encontro um aviso de tentativa de entrega dos Correios. Vieram me trazer o presente que meu amigo secreto me enviou. Louca para saber quem era fui olhar os horários para poder retirar lá na agencia onde eu estava até agora, e qual não foi minha surpresa quando li:
“Caso queira retirar a encomenda poderá comparecer na unidade das 10h às 11h.”

Prefiro nem comentar!

Comentários (8) 12/16/2008

Visita ao Banco Real agência modelo em Cotia - SP

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Hoje o dia para mim começou muito cedo. Eram 4h40 quando sai de casa em Indaiatuba rumo a São Paulo, avenida Paulista em frente ao Banco Real, para me encontrar com um grupo de blogueiros, ambientalistas, funcionários do Banco Real e da Riot.

Nosso destino?
Cotia, região Metropolitana de São Paulo, onde o Banco Real tem uma agência modelo, a primeira no Brasil e que recebeu a Certificação Internacional de Sustentabilidade LEED (liderança em design para conservação do meio ambiente e energia) do Conselho de Prédios Verdes dos Estados Unidos. No Brasil ainda não há certificação.

Nós fomos conferir de perto e aprender muito sobre os recursos ambientalmente corretos e eficientes empregados na construção da agência e sobre a conscientização desenvolvida.

O arquiteto Roberto Oranje já estava na agência e nos recebeu com muita simpatia.
Nos informou que entre planejamento e execução da obra levou exatamente nove meses (maio/2006 a janeiro/2007). A preocupação constante era incorporar o maior número possível de elementos sustentáveis diminuindo ao máximo o impacto ambiental.

Só para vocês terem uma idéia a agência foi totalmente planejada para aproveitar ao máximo a luz solar e a claridade do dia. O cimento teve que ser curado, há aproveitamento da água da chuva, tratamento de esgoto com reaproveitamento da água para descargas sanitárias e as tintas usadas são minerais não utilizando solvente.

O carpete é feito de “pet” conservando a cor esverdeada que compõe a identidade do Banco Real.

Toda a madeira utilizada, tanto na construção quanto nos móveis, é certificada.
O sistema de ar condicionado é chamado evaporativo, ou seja, a água entra no reservatório e é evaporada umidificando e resfriando o ambiente sem a utilização de gases nocivos.

Durante toda a construção 70% do entulho foi reciclado ou reaproveitado.
A agência em funcionamento economiza cerca de 30% da energia e 15 % em água.

Enquanto você circula pela agência pode observar as informações sustentáveis disponibilizadas por todo o ambiente através de quadros informativos demonstrando uma preocupação constante com a conscientização e mudança de maus hábitos.

Veja as fotos que tiramos no encontro.

Visita ao Banco Real agência modelo em Cotia - SP

Carlos Hotta e Paula Signorini que moram em São Paulo e estiveram de manhã na agência em Cotia puderam participar do Chat Consumo Consciente promovido pelo Banco Real que teve como convidado Hélio Mattar, Diretor Presidente do Instituto Akatu.
Sam Shiraishi, que me convidou tanto para a visita quanto para o Chat, mesmo estando num evento no Rio de Janeiro discutindo como os blogueiros podem ser formadores de opinião mudando a consciência da sociedade, conseguiu acompanhar.

Eu infelizmente não consegui porque tive que voltar para minha cidade e quando cheguei já havia acabado. O mesmo aconteceu com Maria Carolina, porém ela conseguiu a pauta e me enviou por e-mail. Assim pudemos nos interar do conteúdo que foi muito proveitoso e demonstrou, mais uma vez, a preocupação com o consumo desnecessário e a conscientização que deve ser trabalhada sempre.

Faça-se esta pergunta antes de comprar algo: - Preciso mesmo disso?
Isto significará estabelecer em si a relação compra/uso/descarte.

Inclua bons hábitos no seu dia-a-dia e a natureza lhe agradecerá.

Comentários (7) 12/16/2008